5.12.04
As Bocas Abriram-se
Depois de António Borges, falou hoje mais um dos militantes aristocratas do PSD, verberando a mediocridade da gente do barrosismo, no seu dizer pitoresco.
Não serei eu a discordar da dita qualificação, mas não posso deixar de notar que todos se estiveram a resguardar de afirmar o que pensavam, até que soou o grito de alarme de Cavaco Silva.
Então por que não falou toda esta gente antes do grito do Professor ? Onde está a sua autonomia de pensamento ?
E se comprovam e censuram a incompetência, a mediocridade, a venalidade, etc., reinantes, por que não se constituem eles próprios em alternativa dentro do Partido, afastando de vez os incapazes e corruptos ?
Por que vão agora fingir que apoiam Santana Lopes, na esperança de que ele se estampe por completo, em lugar de lutarem por erguer uma alternativa, para o Partido, mas, sobretudo, para o País, que definha a olhos vistos, em PIB e em ânimo para sair do negrume em que mergulhou há anos ?
Parecem todos jogadores de xadrez, perante a catástrofe que se perfila.
Imaginai, por ociosidade académica, o cenário seguinte : derrota já nas legislativas antecipadas, derrotas generalizadas nas Autárquicas, a começar pela perda da Câmara de Lisboa, onde o esforçado Carmona Rodrigues já pouco poderá fazer, culminando com um vexame nas Presidenciais, se o entretanto retornado e absolvido Guterres lograr desembararçar-se, com a sua consabida lábia, na rábula que se prepara.
Será um «Deus nos acuda», meus senhores ! E não vos incomodará, como espinho percuciente na vossa consciência de cidadãos, a mera figuração de tão tenebroso cenário ?
Se faço estes exercícios de imaginação é porque começo a verificar que não erro mais que muitos encartados comentadores ou especialistas da coisa política.
Estou até a considerar repor aqui alguns textos dos meses anteriores, tão próximos os acho da realidade actual.
Vamos agora começar a ouvir múltiplas vozes até aqui emudecidas. Cessou o tempo da «meditação». É tempo de vermos quem são os filósofos.
Si tacuisses, philosophus mansisses/Se tivesses ficado calado, terias continuado filósofo.
Veritatem dies aperit/ O dia descobre a verdade.
AV_05-12-2004
Não serei eu a discordar da dita qualificação, mas não posso deixar de notar que todos se estiveram a resguardar de afirmar o que pensavam, até que soou o grito de alarme de Cavaco Silva.
Então por que não falou toda esta gente antes do grito do Professor ? Onde está a sua autonomia de pensamento ?
E se comprovam e censuram a incompetência, a mediocridade, a venalidade, etc., reinantes, por que não se constituem eles próprios em alternativa dentro do Partido, afastando de vez os incapazes e corruptos ?
Por que vão agora fingir que apoiam Santana Lopes, na esperança de que ele se estampe por completo, em lugar de lutarem por erguer uma alternativa, para o Partido, mas, sobretudo, para o País, que definha a olhos vistos, em PIB e em ânimo para sair do negrume em que mergulhou há anos ?
Parecem todos jogadores de xadrez, perante a catástrofe que se perfila.
Imaginai, por ociosidade académica, o cenário seguinte : derrota já nas legislativas antecipadas, derrotas generalizadas nas Autárquicas, a começar pela perda da Câmara de Lisboa, onde o esforçado Carmona Rodrigues já pouco poderá fazer, culminando com um vexame nas Presidenciais, se o entretanto retornado e absolvido Guterres lograr desembararçar-se, com a sua consabida lábia, na rábula que se prepara.
Será um «Deus nos acuda», meus senhores ! E não vos incomodará, como espinho percuciente na vossa consciência de cidadãos, a mera figuração de tão tenebroso cenário ?
Se faço estes exercícios de imaginação é porque começo a verificar que não erro mais que muitos encartados comentadores ou especialistas da coisa política.
Estou até a considerar repor aqui alguns textos dos meses anteriores, tão próximos os acho da realidade actual.
Vamos agora começar a ouvir múltiplas vozes até aqui emudecidas. Cessou o tempo da «meditação». É tempo de vermos quem são os filósofos.
Si tacuisses, philosophus mansisses/Se tivesses ficado calado, terias continuado filósofo.
Veritatem dies aperit/ O dia descobre a verdade.
AV_05-12-2004